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Avanços Tecnológicos em Endodontia |
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Autores: Mario Luis Zuolo Mestre em Biologia Molecular pela UNIFESP Especialista em Endodontia EAP/APCD Professor dos cursos de especialização APCD Jardim Paulista e UNINOVE
Jose Eduardo de Mello Junior Mestre e especialista em Endodontia pela CPOSLMandic Professor dos cursos de especialização APCD Jardim Paulista e UNINOVE
Nos últimos anos a previsibilidade da terapia endodontica tem aumentado consideravelmente. Dentre os vários fatores relacionados a esse aumento dos índices de sucesso do tratamento endodontico, pode-se destacar a incorporação de novas tecnologias, que propiciam protocolos de tratamento mais previsíveis. Dois recursos tecnológicos merecem destaque: o microscópio clínico operatório e o ultra-som associado aos seus insertos. O microscópio propicia magnificação juntamente com uma melhor iluminação do campo operatório, permitindo uma visualização mais detalhada da área de trabalho, resultando em procedimentos com maior precisão. O ultra-som é um equipamento muito utilizado em endodontia, porém nos últimos anos foram desenvolvidos insertos(pontas), das mais variadas formas e tamanhos, para serem utilizadas na câmara coronária e no interior dos canais radiculares sob acmpo magnificado. Vários protocolos de tratamento foram então desenvolvidos para adequar essas tecnologias as situações presentes na terapia endodôntica. Apresentaremos a seguir 3 casos clínicos em que estes recursos foram utilizados, os protocolos estão descritos no livro texto reintervenção em endodontia, editora Santos 2009 In press.
A remoção de instrumento fraturado pode ser feito através da técnica do deslocamento do fragmento. No princípio do deslocamento, o inserto ultra-sônico deve penetrar entre a lima e a parede do canal, tocando o fragmento a ser removido, e com a vibração do aparelho de ultra-som transmitida para o seu inserto, o instrumento fraturado acaba sendo deslocado para fora do canal. Nos casos em que não há espaço entre a lima e na parede do canal, deve-se desgastar com inserto ultra-sônico a dentina ao redor da lima, para que alguns milímetros do instrumento fiquem livres para então receber a vibração do ultra-som. Esta técnica não deve ser utilizada em canais que possuam pouca espessura de dentina ao redor da lima, para evitar a ocorrência de perfurações radiculares. A remoção do fragmento metálico esta condicionada a anatomia do canal, posição do instrumento(antes ou após a curvatura), tamanho do fragmento, tipo de metal. Apresentação do caso de fratura de lima na raiz mesio-vestibular(MV) do dente 26(primeiro molar superior direito). Figura 01 – RX inicial – lima fraturada raiz MV Ver más... Figura 02 – RX com lima removida Ver más... Figura 03 – lima removida – foto microscópio X12,5 Ver más... Figura 04 – RX com canais obturados Ver más...
CASO 2 - Calcificação A calcificação é uma obliteração dos canais radiculares pela deposição de tecido duro em seu interior. As suas causas são variadas e estão sempre relacionadas a algum tipo de agressão sofrida pelo tecido pulpar. Quando esta situação esta presente, a realização da endodontia torna-se um desafio para o clínico. Hoje em dia com o uso do binômio microscópio/ultra-som a realização deste procedimento tornou-se mais previsível. O microscópio permite a visualização de diferenças na coloração entre a dentina calcificada(mais esbranquiçada ou translúcida) e a original; a textura da dentina calcificada é irregular e rugosa, enquanto a dentina original é lisa e regular; o borbulhamento causado pelo hipoclorito de sódio em contato com o tecido pulpar direciona para posição do canal. Apresentação do caso clínico – dente 22(incisivo lateral superior direito), em que foi realizado uma tentativa inicial de tratamento, sem êxito com desvio do canal. Figura 05 – RX inicial desvio do canal Ver más... Figura 06 – RX odontometria com canal localizado Ver más... Figura 07 – RX final com correção do desvio, obturação do canal e colocação de um pino de fibra de vidro Ver más...
CASO 3 - Perfuração A perfuração acidental é a comunicação do sistema de canal com os tecidos de sustentação do dente, através do assoalho da câmara pulpar ou das paredes radiculares. As perfurações criam áreas de acesso extra aos canais e que podem sofrer contaminação bacteriana, podendo levar a falha do tratamento endodôntico.O protocolo de tratamento dessas perfurações compreende os seguintes passos:1)reconhecimento do defeito, localização dos canais- preparo e obturação; 2) tratamento do defeito: a) remoção do tecido de granulação, b) limpeza da perfuração com insertos ultrasônicos, c) utilização de uma barreira mecânica com hidróxido ou sulfato de cálcio – para evitar o extravazamento do material de vedamento., d) material de vedamento MTA(Angelus)- que deve ocupar a espessura de dentina perdida, e) recobrimento do material de vedamento com cimento ionômero de vidro. Figura 08 – RX inicial Ver más... Figura 09 – RX final com fechamento da perfuração Ver más... Figura 10 – RX de controle de 12 meses Ver más...
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